De viés

Eficazmente lhe é dado a ela o cair da noite na prenhez intumescente
Do termo final escrito ao nu em pele de tinta que derrete e se borra
Ao suor salgado laivo esvoaçado contra a fina água do globo.

Um lento movimento talvez
Um suave ontem violentado pelo hoje
Seta que estaca um rumo presto conducente na curva do cotovelo.

Tão exímio pulas para fora do ventre e se esquiva da mãe
Que te bombardeia com lábios de beijo ao pincelar
Do vermelho amor arrancado de dentro de seu ego
Na vida mais que sentida esperança da renascença.

Colhes ao fim da rua na tarde uma roupa do varal
E quando olhas para o lado percebes o versejar
Solto tentando cravar um sentimento na noite
Que não responde pela recém solidão carmínea
Derramada pela lua.

Agarras ao pó do que restou

Escalaste como palavra derretida a fogo,
Respiração resulta o beijo do ar
Entre os lábios do pulmão

Deita olhos por sobre um suspiro desmaiado
Até o tato alcançar a ranhura da pele
O perfume escalar um toque
E fecundar no canto que toda narina
É incapaz de esquivar-se

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Martes, Diciembre 15, 2009 - 18:48

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Alcantra

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