Voga

Aqui estou eu sentado
Numa antiga mesa de carvalho.
Ao meu redor estão meus livros
Papel e caneta na mão.
A inspiração me arrebenta
Mas as luzes não aparecerão.

Espero, espero,
Mas esperar de nada vale.
Quando o cansaço da espera
Atordoa-me a imagem
E sonolento adormeço sobre as mãos.

Doravante logro uma voga almiscarada
De um sono medieval.

________________________________________________________

Cada número é zero à frente do infinito.
O inacessível unido ao impenetrável,
O impenetrável unido ao inexplicável,
O inexplicável unido ao incomensurável:
Isto é eterno.
(Victor Hugo)

Submited by

Saturday, November 7, 2009 - 11:21

Poesia :

No votes yet

Alcantra

Alcantra's picture
Offline
Title: Membro
Last seen: 11 years 8 weeks ago
Joined: 04/14/2009
Posts:
Points: 1563

Comments

FlaviaAssaife's picture

Re: Voga

Alcantra,

A poesia nasce de diversas fontes em diversos momentos, mas gostei muito da forma como em versos expressou teu pensamento. :-)

Manzarec's picture

Re: Voga

Bons dias, caro versante,

"Todas as tragédias que se podem imaginar reduzem-se a uma mesma e única tragédia: o transcorrer do tempo."
Simone Weil

O tempo para o poeta é algo árduo, mas justamente, essa dor que o faz criar.

Manzarec

MarneDulinski's picture

Re: Voga

Alcantara!
Voga

Doravante logro uma voga almiscarada
De um sono medieval.
LINDO, GOSTEI!
MarneDulinski

Anita's picture

Re: Voga

A inspiração não é a única fonte de potência para o nascimento duma poesia, fica claro que algum outro sentimento pode intervir, até mesmo o cansaço do corpo e do espírito.

Considerações,

Anita.

Add comment

Login to post comments

other contents of Alcantra

Topic Title Replies Views Last Postsort icon Language
Poesia/Love Soma de poemas 5 3.299 02/27/2018 - 11:09 Portuguese
Poesia/General Abismo em seu libré 0 3.629 12/03/2012 - 23:35 Portuguese
Poesia/General Condado vermelho 0 4.473 11/30/2012 - 21:57 Portuguese
Poesia/General Ois nos beijos 1 3.457 11/23/2012 - 10:08 Portuguese
Poesia/General Dores ao relento 0 3.425 11/13/2012 - 20:05 Portuguese
Poesia/General Memórias do norte 1 2.579 11/10/2012 - 18:03 Portuguese
Poesia/General De vez tez cromo que espeta 0 3.684 11/05/2012 - 14:01 Portuguese
Poesia/General Cacos de teus átomos 0 2.962 10/29/2012 - 09:47 Portuguese
Poesia/General Corcovas nas ruas 0 3.377 10/22/2012 - 10:58 Portuguese
Poesia/General Mademouselle 0 3.037 10/08/2012 - 14:56 Portuguese
Poesia/General Semblantes do ontem 0 2.995 10/04/2012 - 01:29 Portuguese
Poesia/General Extravio de si 0 3.494 09/25/2012 - 15:10 Portuguese
Poesia/General Soprosos Mitos 0 4.020 09/17/2012 - 21:54 Portuguese
Poesia/General La boheme 0 3.859 09/10/2012 - 14:51 Portuguese
Poesia/General Mar da virgindade 2 2.835 08/27/2012 - 15:26 Portuguese
Poesia/General Gatos-de-algália 0 3.989 07/30/2012 - 15:16 Portuguese
Poesia/General Vidas de vidro num sutil beijo sem lábios 2 3.221 07/23/2012 - 00:48 Portuguese
Poesia/General Vales do céu 0 3.081 07/10/2012 - 10:48 Portuguese
Poesia/General Ana acorda 1 3.149 06/28/2012 - 16:05 Portuguese
Poesia/General Prato das tardes de Bordô 0 3.142 06/19/2012 - 16:00 Portuguese
Poesia/General Um sonho que se despe pela noite 0 3.559 06/11/2012 - 13:11 Portuguese
Poesia/General Ave César! 0 3.584 05/29/2012 - 17:54 Portuguese
Poesia/General Rodapés de Basiléia 1 3.215 05/24/2012 - 02:29 Portuguese
Poesia/General As luzes falsas da noite 0 3.491 05/14/2012 - 01:08 Portuguese
Poesia/General Noites com Caína 0 3.122 04/24/2012 - 15:19 Portuguese